Saúde, educação e pessoas com deficiência
o advento da microcefalia
DOI:
https://doi.org/10.30899/dfj.v11i37.132Palavras-chave:
Saúde, Educação, Inclusão, Zika vírus, Pessoas com deficiênciaResumo
A saúde e a educação detêm nuanças que fazem com que gravitem das esferas pública à privada, inseridas em uma pluralidade normativa particular. A realidade brasileira é de grande descaso com várias liberdades qualificadas como substantivas. Dessa forma, quais serão as consequências e os reflexos dessa epidemia? Utilizando como referencial teórico o desenvolvimento como liberdade abordado por Amartya Sen e, a partir de metodologia dedutiva, de pesquisas bibliográfica e empírica, este artigo tem como foco o direito à educação e à inclusão de pessoas com deficiência. A epidemia do vírus da zika atinge recém-nascidos, deixando-os com sequelas, cujas consequências são incertas, conforme estudo realizado por Vanessa Teixeira Müller. Conclui-se que, ao se desenhar um futuro incerto e perigoso para a saúde pública pelo aumento de gerações com microcefalia no Brasil, o Estado terá que se aparelhar e preocupar com o amparo, tratamento e inclusão dessas pessoas, necessitando de investimentos, gestão e procedimentos canalizados para a saúde e educação públicas.
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