Mediação de conflitos e desenvolvimento de habilidades em Hannah Arendt
o homem como projeto dado a si
DOI:
https://doi.org/10.30899/dfj.v11i37.126Palavras-chave:
Mediação, Autodeterminação, Protagonismo socialResumo
Estudam-se as contribuições teóricas de Hannah Arendt que podem vir a embasar os novos paradigmas da cultura da mediação no âmbito da resolução de conflitos, contrariando o atual modelo de resolução de demandas que encontra raízes em teorias de belicosidade inerente ao ser. A cultura da mediação sustenta novo padrão de manejo de litígio pautado nos ideais de cooperação, inovação e fraternidade. Hannah Arendt, a seu tempo, contribuiu com os processos de mediação por meio de formulações fundamentadas na capacidade da harmonização social e realização individual. Constata-se que a pacificação violenta não serve à sociedade, vez que o totalitarismo aniquila a autodeterminação. Certos de que os totalitarismos devem ser expurgados do seio social, passa-se à análise das teias de relacionamento e ação propostas pela autora. Constata-se que a sociedade além de livre deve ser cooperativa para que a ação encontre fluxo na teia de relacionamentos. Conclui-se que a autodeterminação e a capacidade de resolução de conflitos e de cooperação são elementos essenciais na formação de uma nova sociedade que protagonize real progresso. Conclui-se neste diapasão que a cultura da mediação sustenta novo modelo que em máxima e eficaz medida contribui para a formação da sociedade livre e fraterna que se deseja construir.
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